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Batendo Dois Recordes no Polo Norte
Glossário e Referências

orifício de perfuração: Orifício perfurado na terra para coletar informações, como amostra de rochas, ou para encontrar petróleo, gás ou águas subterrâneas potáveis. O orifício de perfuração de pesquisa Kola, no noroeste da Rússia, é o mais profundo do mundo, com 12,26 km. Os poços de exploração petrolífera normalmente têm de 0,5 a 10 km de profundidade. Os orifícios de perfuração começam largos, com até 90 cm, e ficam mais estreitos com a profundidade, chegando a menos de 15 cm.

coluna de perfuração (BHA): A broca de perfuração que você usaria para fazer um orifício em casa ou na oficina da escola provavelmente é uma peça única de aço, com cerca de 15 cm de comprimento. A perfuração profunda na terra precisa de uma broca que corte rochas ligada a diversos trechos tubulares de aço contendo bombas, motores, dispositivos de direção, sistemas de medição e outras unidades, todas unidas. Essa combinação é a coluna de perfuração, que em geral tem de 50 m a 100 m de comprimento. A coluna subsuperfície é ligada a trechos de tubos de aço ocos (tubos de perfuração) para perfurar orifícios que podem ter muitos quilômetros de profundidade.

Para mais informações e diagramas das colunas subsuperfície, confira o Glossário Schlumberger Sobre o Campo Petrolífero.

 

Ferramenta de testemunhagem Ferramenta de testemunhagem

núcleo: Os testemunhos de sondagem são amostras cilíndricas de rocha. Em rochas muito moles, como areia e argila do fundo do oceano, os testemunhos podem ser retirados ao se colocarem tubos de aço dentro da rocha. Para extrair testemunhos de uma rocha dura, são utilizadas brocas de perfuração especiais, ocas, chamadas de "brocas de testemunhagem". Conforme a broca rompe a rocha, o testemunho preenche um tubo dentro da coluna de perfuração. Em intervalos regulares, os testemunhos da rocha são puxados para a superfície por um fio de aço que passa por dentro do tubo de perfuração oco.

Os testemunhos conseguidos durante a ACEX tinham 76 mm de diâmetro. Eles foram extraídos em pedaços de 4,5m, que é o mais longo que pode ser manejado pela torre de perfuração – localizada no convés traseiro. Já a bordo, os testemunhos foram cortados em pedaços de 1,5 m antes de serem embalados para transporte até o repositório de núcleos em Bremen, na Alemanha. Para mais informações, veja o site de Bremen.

Os testemunhos dificilmente são amostras de 100% das rochas que foram perfuradas. As rochas muitas vezes esfarelam durante a perfuração, e pedaços do testemunho de sondagem podem se espalhar antes de chegarem à superfície. Não é incomum que o comprimento total do testemunho seja menos que 50% do comprimento do orifício de perfuração.

microfósseis: Fósseis são os restos preservados de plantas ou animais, como esqueletos e conchas. Alguns fósseis são 'moldes' – espaços ocos nas rochas onde outrora fora uma concha. Tocas e trilhas de animais também são fósseis. Alguns fósseis são de grandes criaturas, como esqueletos e pegadas de dinossauros. Outros são muito pequenos. Os microfósseis são os restos de minúsculos organismos e fragmentos de plantas que são tão pequenos que só podem ser vistos por microscópio. Como exemplo podemos citar grãos de pólen e organismos monocelulares.

 

Microfósseis

Foto gentilmente cedida por T.N. Diggs

Esta é uma fotografia de uma fatia fina de calcário do Iraque com aproximadamente 2 mm de largura, vista em microscópio. As formas redondas são exemplos de microfósseis. São restos do esqueleto de pequenos organismos chamados Foraminifera, que já flutuaram no oceano.

(do Glossário Sobre o Campo Petrolífero da Schlumberger)

rocha sedimentar: A maioria das rochas da superfície terrestre é composta por rochas sedimentares. Elas são feitas de sedimento; fragmentos soltos que foram transportados pelo vento e pela água. Os sedimentos são em grande parte pedaços de rochas antigas e cascas rígidas de animais que foram quebrados por vento, água, gelo, reações químicas e outras forças. Os sedimentos vêm em diversas formas e tamanhos, incluindo seixos, grãos de areia e pequenas partículas de argila. Os sedimentos se agrupam em, por exemplo, praias, canais fluviais, desertos, mares e oceanos. Ao longo de milhões de anos, foram criadas camadas de sedimento, depois comprimidas e aquecidas. As camadas endureceram gradualmente dentro da rocha, à medida que os grãos do sedimento reagiam uns com os outros ou eram cimentados juntos por cristalizações químicas entre eles. O arenito é uma rocha sedimentar feita de grãos de areia colados. O calcário é uma rocha sedimentar feita de fragmentos da concha de criaturas e substâncias químicas que foram cristalizadas da água do mar.

O estudo científico das rochas sedimentares pode indicar de onde elas vieram (terra ou mar) e fatores ambientais, como temperatura e salinidade marinhas.

 

Rocha sedimentar

Foto gentilmente cedida por T.N. Diggs

Esta é uma fotografia de um pedaço fino de arenito do alto mar do Golfo do México, nos EUA. As áreas brancas e marrons são grãos de areia. As áreas azuis são espaços (poros) entre os grãos de areia. O campo de visão tem aproximadamente 2 mm de largura.

(do Glossário Sobre o Campo Petrolífero da Schlumberger)

Wireline logging registro wireline: Não é possível, nem prático, extrair testemunhos de sondagem completos de um poço perfurado. O registro fornece informações sobre as rochas da parede do orifício de perfuração e de uma curta distância além.

Para o registro wireline, é preciso baixar um pacote de instrumentos dentro do poço na extremidade de um cabo de aço. Esses instrumentos, conhecidos como “ferramentas wireline”, medem os atributos físicos dentro do poço, do qual a natureza das rochas próximas pode ser determinada.

As ferramentas são protegidas por longos tubos de liga de aço com até 12,7 cm de diâmetro. Diversas ferramentas diferentes ficam conectadas juntas, dependendo das medições exigidas. A ferramenta combinada normalmente tem de 12 m a 20 m de comprimento.

Algumas medições podem ser feitas enquanto a ferramenta é baixada no orifício de perfuração. Outras ocorrem enquanto ela é puxada daí. Para algumas das medições, são necessários braços de extensão que empurram os sensores contra as rochas, na lateral do orifício de perfuração.

As medições feitas pelo registro wireline durante a ACEX incluíam:

  • Sônica: Mede a velocidade dos vários tipos de ondas sonoras através das rochas. Isso pode indicar litologia (tipo de rocha), porosidade (quantidade de espaços entre os grãos de rocha), tipo de fluido (petróleo, água ou gás nos poros) e tensões in situ (pressões sobre as rochas).
  • Raio Gama Natural: A ferramenta de detecção de raio gama natural determina a presença de xisto – rocha naturalmente radioativa que contém minúsculas partículas de argila comprimida.
  • Microvarredura de Formações (FMS): A FMS mede a resistividade elétrica da parede do orifício de perfuração com riqueza de detalhes, oferecendo uma imagem de camadas rochosas e fraturas (rachaduras). A ferramenta FMS possui quatro braços de extensão que pressionam eletrodos contra as rochas na parte interna do orifício de perfuração. Os eletrodos medem a corrente elétrica que viajou pelas rochas superiores da ferramenta. A ferramenta é retirada do orifício de perfuração para fazer medições da sequência inteira de rochas.

    O exemplo de imagem de FMS (de algum lugar do mundo) representa uma visão de 360º de uma parte do orifício de perfuração. As faixas escura e clara são diferentes camadas rochosas que estão se inclinando (não horizontais).

    Ferramenta de FMS Registro de FMS

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